Reino Bailundo

O Reino Bailundo foi fundado no Séc.XVII, pelo Soba Katiawala, que chefiando expressivo número de guerreiros, migrou da Kibala.

Foi um Reino que chegou a congregar todos os povos de língua M'Bundo ( Umbundo ) em estados Federados ao Chefe Bailundo, e que se estendia do Planalto Central, a Benguela e ao Bié.

Foram economicamente fortes, explorando e comercializando o milho, o óleo de palma, a cera, o mel e o marfim; trabalharam o ferro, e comercializaram, com muito bons resultados para a economia do estado, os escravos.

Entre os Bailundos, a propriedade da terra era coletiva. Militarmente muito fortes e bem organizados, lutaram de 1645 a 1776 contra a ocupação colonial Portuguesa, praticamente sem tréguas nem concessões.

Os Portugueses conseguiam vitórias militares, mas não tinham força de ocupação e eram de novo rechaçados; o governo colonial iniciou então uma política Maquiavélica, que foi instigar as lutas entre os estados Bailundos.

Essa política foi bem sucedida, os estados iniciaram uma série de lutas pela egemonia e poder, que só teve como conseqüência enfraquecer internamente o Reino. Essas lutas acirraram ódios tribais, que mais e mais as alimentavam.

O Reino Bailundo fragmentou-se, perdeu a coesão e finalmente, em 1896, foi ocupado pelo exército Português.

Seis anos mais tarde, o Chefe Bailundo Mutu-Ya-Kewela, conseguiu reunir guerreiros e revoltar-se noavamente contra o domínio colonial, mas um ano depois foi novamente subjugado.

A partir de 1903, o Reini Bailundo perdeu completamente a expressão política de autonomia, pois as forças coloniais começaram, após o domínio militar, a manipular as sucessões dos monarcas, colocando em lugares de chefia, Sobas simpáticos à causa colonial.

Simultaneamente, autoridades civis administrativas, ajudados por Cipaios indígenas de força para militar armada, normalmente de ouras tribos rivais controlavam e impediam o reagrupamento e reorganização dos povos subjugados.